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Posts Tagged: Usuários


09
Apr 14

Conheça o princípio KISS para afastar a complicação do seu software!

Software

Muitos desenvolvedores procuram criar ferramentas capazes de executar um grande número de tarefas, cálculos, interações, etc. Sistemas que aceitam grandes volumes de dados e uma infinidade de usuários. Tudo, em geral, para convencer clientes de que a melhor solução é a solução mais completa.

Toda essa complexidade cria softwares pesados e de difícil manutenção. Pior ainda, muitas vezes incrementar uma ferramenta não significa, necessariamente, que ela estará melhor. Do outro lado há programadores trabalhando para criar sistemas cada vez mais leves, com menos funcionalidades e prontos para executar de maneira quase perfeita apenas umas poucas tarefas.

Ainda que pareça contraditório, esse tipo de software ganha cada vez mais espaço no mercado. Tudo por conta do princípio KISS. Sobre ele é que trataremos nos próximos parágrafos.

O princípio KISS

KISS é um anacronismo para “Keep it simple stupid” – do inglês “mantenha simples, idiota”. O princípio surgiu na década de 1960 e é atribuído ao engenheiro de aviões Kelly Johnson, que na época trabalhava na marinha americana. A ideia por trás da expressão é que a maioria dos sistemas funcionam melhor quando são mais simples. Ou seja, simplicidade deve ser o objetivo chave do design e construção de software. “Keep it short and simple” e “keep it simple and straightforward” são algumas variações do princípio.

O princípio KISS é muitas vezes visto ao longo da história como motivador de outros gênios. Da Vinci dizia que “a simplicidade é a última sofisticação” e o arquiteto Mies Van Der Rohe aclamava o “menos é mais”.

As vantagens do princípio KISS

Há várias filosofias por trás da simplicidade que o princípio KISS prega em se tratando de construção de software. O minimalismo para computação e o princípio DRY (do inglês, não repita você mesmo) surgiram da necessidade de ampliar o KISS para situações onde simples não era tão fácil a sua aplicação.

Partindo da ideia de se criar software enxuto, o KISS prega que o desenvolvedor não deve seguir o caminho mais complexo até a solução do problema. Ou seja, sempre deve se tentar construir uma ferramenta simples. Com isso, além do software ser mais leve e de manutenção facilitada, não exige que a curva de aprendizado do usuário seja grande.

Como adotar na sua empresa

Adotar o princípio KISS na sua empresa pode exigir uma quebra de cultura entre os seus desenvolvedores, e até mesmo com seus gestores de projetos. Dependendo da maneira como você trabalha, será mais difícil convencê-los das vantagens de manter simples do que realmente construir o software.

O primeiro passo é listar de maneira muito clara as regras do negócio que envolvem a ferramenta. Apenas a partir delas será possível construir uma ferramenta simples. Feito isso busque criar um cronograma de desenvolvimento, testes e entregas. O cronograma é útil para forçar a sua equipe a manter a construção ágil. Busque ao máximo cumprir as datas, mas de acordo com a capacidade do seu time.

Por fim, esteja em contato com o seu cliente – ou usuários – para que as funcionalidades sejam validadas de acordo com as regras de negócio. Se tudo estiver de acordo com o esperado, você terá um software com grande potencial e simples.

Achou o assunto simples? Ou a simplicidade ainda lhe parece muito complicada? Comente!


07
Feb 14

Como se fazem testes de usabilidade?

usabilidade

A criação de um novo software ou sistema web envolve uma série de ações desde o planejamento até o produto estar no mercado. São diferentes profissionais e estágios de desenvolvimento para que o sistema final tenha todos os recursos programados e disponíveis aos usuários.

Um dos estágios mais importantes do desenvolvimento são os testes de usabilidade. São eles que determinam quão simples é o software e como seus usuários farão uso da ferramenta. Em geral, os testes de usabilidade podem ser feitos no início do desenvolvimento, quando as telas começam a ser criadas, e no final, já com a versão pronta da ferramenta.

Para avaliar a usabilidade de um sistema é comum que se use uma metodologia de avaliação heurística, criada por Nielsen e Molich em 1994, onde são abordadas dez questões principais:

  • visibilidade do status do sistema;

  • compatibilidade entre o sistema e o mundo real;

  • controle e liberdade para o usuário;

  • consistência e padrões;

  • prevenção de erros;

  • reconhecimento em lugar de lembrança;

  • flexibilidade e eficiência de uso;

  • projeto e estética;

  • diagnóstico e recuperação de erros;

  • ajuda e documentação.

Vamos entender melhor como funcionam esses critérios nos testes de usabilidade.

 

Visibilidade, compatibilidade e controle.

Nos sistemas baseados em web é mais incomum a realização de testes de status do sistema. Contudo, é necessário que o usuário saiba identificar quando o software não está on-line para que informações não sejam perdidas. Da mesma forma, é importante que a ferramenta cumpra o papel de ser compatível com o mundo real, principalmente a realidade do usuário, e que ofereça controle total sobre os seus recursos.

Assim, esse tipo de teste costuma simular os mais simples movimentos de um usuário no sistema, tentando identificar pontos de confusão ou erros de uso frequentes. Se muitos usuários estiverem cometendo o mesmo erro é muito provável que o problema seja a ferramenta.

 

Reconhecimento, flexibilidade e estética.

Quando utilizamos uma ferramenta é comum que seus principais recursos sejam reconhecidos pelo nosso cérebro, sem que haja necessidade de pensarmos sobre eles. Essa é a diferença entre reconhecer um recurso ou lembrar dele. Bons softwares não forçam o usuário a pensar sobre cada clique antes de fazê-lo. Eles possuem bom reconhecimento, tornando-se mais ágeis e práticos.

A flexibilidade de um software e sua estética estão intimamente ligadas à facilidade de uso do mesmo. Em geral, usuários não devem ter dificuldade para fazer ações mais básicas na primeira vez que utilizam seu software. Identificar isso é um bom teste sobre a usabilidade da ferramenta.

 

Diagnóstico de erros, ajuda e documentação.

Boa parte da usabilidade de um software está na capacidade de diagnosticar erros e fornecer ajuda para o usuário. Assim, é fundamental que novas ferramentas consigam oferecer meios para resolução de problemas. Isso apenas é alcançado quando um software possui uma vasta documentação ou mesmo suporte on-line.

A maneira ideal de testar essa característica é criar erros e fazer com que os usuários tentem resolvê-los sozinhos. Com isso, é possível identificar a facilidade com que o software permite o diagnóstico, a análise e a correção de erros. Isso facilita e incrementa a experiência de uso de cada usuário.

Alguma dúvida? Aproveite os comentários abaixo para entrar em contato.


28
Nov 13

design de interação, o que é ?

design de interação

Pare e pense: quando foi a última vez que você passou um dia inteiro sem qualquer contato com uma interface digital, como um computador ou um smartphone?

Com a grande quantidade de interfaces disponíveis para usos variados e a demanda crescente dos consumidores, a experiência que temos ao usar produtos e serviços digitais vem se transformando em uma das maiores preocupações dos desenvolvedores de novas tecnologias.

Uma das áreas que busca soluções para essa experiência é o design de interação, setor em plena expansão nos países líderes em novas tecnologias. No Brasil, apesar de ainda estar incipiente, o tema também já conta com cursos universitários e inúmeras oportunidades de trabalho.

Qualquer empresa em busca de vantagens competitivas no mercado deve saber como o design de interação pode ser o grande diferencial para o fracasso ou sucesso de um novo produto.

Aprenda hoje o que é design de interação e qual a sua importância:

Foco na experiência

O design de interação é uma das vertentes do design que trabalha a forma como um produto, (seja um site, um aplicativo, um jogo ou outras aplicações) permitirá que os usuários façam uso dele. O objetivo da disciplina é melhorar a relação entre as pessoas e as máquinas, aumentando as chances de sucesso de um produto no mercado.

Um dos objetivos desse conceito é fazer aquilo que a engenharia sozinha não consegue ao desenvolver novas tecnologias: pensar no usuário. É como se fosse um acabamento artístico para um produto científico, levando em conta, além do seu funcionamento, o visual e a experiência interativa do de quem interage com ele. O foco está nas pessoas, e não na tecnologia em si.

A disciplina executa projetos a partir de conceitos que foram estabelecidos por meio de testes com usuários. No entanto, é inviável desenvolver um método único para qualquer interface, pois cada produto ou serviço possui demandas diferentes, exigindo estudos específicos para que a interação seja realmente satisfatória.

Na prática

O design de interação serve, na prática, para avaliar os diversos aspectos que afetam a experiência do usuário com um sistema em busca de soluções inovadoras.

Primeiro, é necessário saber se um produto é útil, seja porque é funcional e atende a uma necessidade básica ou por ter relevância emocional para o usuário. Em seguida, deve-se pensar sobre sua usabilidade, ou seja, a forma como o usuário realizará ações no produto, para que possa ser eficiente e de fácil assimilação. Além disso, é preciso ter em mente que o sistema deve lidar com os possíveis erros humanos.

No design de interação, também é fundamental que o profissional da área esteja em uma busca constante por soluções inovadoras e seja capaz de montar protótipos rápidos para que possam ser rapidamente testados.

Muitas vezes o trabalho do designer de interação ocorre em colaboração com profissionais de outras vertentes, como o design gráfico, da informação e industrial. Apesar disso, o foco do trabalho deve ser mantido na compreensão do comportamento do usuário, a partir da observação de suas ações ao usar um produto.

Importância

Com todas essas preocupações em mente, o designer de interação consegue fazer com que um sistema qualquer seja mais apto a responder de forma adequada às demandas do usuário. Com tantas alternativas no mercado, os consumidores estão cada vez mais impacientes e, caso a interface do produto não atenda a suas necessidades, ele rapidamente buscará os concorrentes.

O design de interação também ajuda a definir, em um sistema, o que é prioritário e o que pode ser considerado secundário. Isso facilita a navegação e diminui a necessidade de muitos cliques e esperas. Imagine um website de vendas em que o usuário não consegue acessar informações básicas sobre um produto ou executar ações simples como iniciar uma compra. Em poucos minutos ele provavelmente desistirá do site e vai procurar outra solução.

Essa vertente do design também serve como um ponto de equilíbrio entre a capacidade de interação e a funcionalidade do produto, evitando que um sistema não consiga entregar aquilo que promete. Além disso, por meio da disciplina, é possível prevenir que o usuário encontre erros ou consiga contorná-los quando necessário.

Agora que você sabe o quão importante, perguntamos: como esta questão é abordada na sua empresa? Já desenvolve este aspecto nos seus produtos? Comente!