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07
Apr 14

Profissionais de TI: Dicas de saúde para o trabalho

Profissionais de TI

Programadores e profissionais de TI, na maioria das vezes, ficam muitas horas do seu dia em frente ao computador. Isto pode levar a vários problemas! Muitas vezes as cadeiras não são adequadas anatomicamente para posicionar a coluna da maneira correta: eles digitam muito mais tempo do que o adequado; as alturas do teclado e da tela costumam estar desreguladas e o bom senso acaba sumindo em troca da eficiência profissional.

É nesse contexto então que as dores e incômodos surgem e em geral acabam sendo ignorados. Se observarmos com atenção, a nós mesmos ou outros em frente às telas dos computadores, veremos que a cabeça está geralmente projetada, as costas curvadas, os punhos flexionados em excesso e os ombros caídos. É uma postura típica dessa situação. Uma inversão nesse quadro pode não somente ser benéfica para a saúde, mas, além disso, aumentar a produtividade do profissional.

Por essa razão, muitas empresas vêm investindo em cursos e em adotar regras indicadas por especialistas em medicina do trabalho. Vamos aqui de maneira sucinta esclarecer quais são as principais lesões e quais atitudes devem ser tomadas para que o corpo do trabalhador dessa área seja preservado e sua saúde não seja mais prejudicada.

Dores na coluna e pescoço

De acordo com fisioterapeutas e ortopedistas, o uso inadequado de computadores de mesa e notebooks é uma das causas mais freqüentes de dores na coluna e no pescoço nos dias de hoje. A postura inadequada, aliada ao tempo excessivo é uma combinação terrível para a saúde de suas costas, sua lombar e toda a musculatura relacionada. Um dos conselhos mais simples e menos seguidos é nada além do que não ficar mais de trinta minutos na mesma posição. Esgotado esse tempo, levante-se, faça uma breve caminhada, beba um café. Dê um tempo para sua coluna.

Outra atitude a ser adotada é manter a coluna ereta. Para isso, posicione a cadeira de maneira que você não penda nem para frente nem para trás. Em certos intervalos de tempo, alongue-se. Pare e estique pescoço, costas, lombar, braços e pernas, sempre com movimentos lentos e parando assim que começar a sentir incômodo ao estender o músculo. Faça de maneira relaxada, acalme seu corpo e só então volte ao trabalho. Repita quantas vezes julgar confortável ou necessário. Também não esqueça de manter os pés apoiados no chão, para que o peso dos membros inferiores não sobrecarregue seu torso.

Braços, cotovelos e antebraço

Essas regiões também costumam sofrer com o uso excessivo de computadores. Uma boa dica é manter o antebraço apoiado na mesa, aliviando assim a carga tanto nos braços quanto nos punhos. A utilização de mouse-pads é útil não só para evitar dores nos punhos, mas em todo o conjunto de músculos entre ele e o ombro, pois estarão mais bem acomodados. Outra dica é manter um ângulo de noventa graus entre o antebraço e cotovelo. Para isso, ajuste a cadeira à altura da mesa, pois se a cadeira e a mesa ficarem em alturas inadequadas e desalinhadas o posicionamento do braço ficará inadequado e pressão gerada sobre as estruturas causará mais dor. Pausas e alongamentos aqui também são muito bem vindos!

Punhos

Nos punhos dos viciados em computador costuma ocorrer o diagnóstico de L.E.R. (Lesões por Esforços de Repetição), também denominado DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Esse tipo de injúria é causado pelo uso e esforço repetitivo de certas articulações, trazendo dor e inflamação. Essa inflamação comprime estruturas nobres, como vasos e nervos, causando dor e fraqueza na área. Esse é um quadro que pode se tornar crônico e necessitar de intervenção cirúrgica para aliviar e descomprimir essas estruturas. Para não chegar a tanto, algumas dicas podem ser valiosas. De tempos em tempos pare e rotacione as mãos, alongue os dedos e relaxe. Esse descanso é essencial para aliviar o esforço excessivo que essa área sofre nesses casos. E se o problema persistir, não há outro jeito senão parar completamente com o trabalho que exige dessa região, a fim de evitar o processo cirúrgico. Seu médico indicará além do repouso, o uso de antiinflamatórios e fisioterapia.

Evite esse problema!

Tomando certos cuidados é possível evitar ou ao menos diminuir consideravelmente as dores decorrentes de trabalhar por horas em computadores. Se para atuar nessa área é inevitável estar por horas digitando, ao menos podemos com hábitos saudáveis minimizar os problemas. É importante salientar que acima de todas as dicas, está o bem-estar mental: nada causará mais dores e minará seu organismo que o estresse. Portanto, observe-se e respeite-se, pois seu corpo possui limites e ultrapassá-los pode ser extremamente danoso. Como pudemos ver, problemas físicos atrapalham e muito o seu rendimento, portanto se cuidar aqui é acima de tudo respeitar suas capacidades e seu talento. Não dê esse mole, sua vida profissional agradece!


24
Mar 14

As 12 práticas do Extreme Programming – 1/3

 

extreme programming

O Extreme Programming (XP) é um dos métodos ágeis de desenvolvimento de software que tem ganhado cada vez mais atenção de programadores em todo o mundo em função de sua alta capacidade de adaptação a mudanças nos requisitos e as entregas de qualidade, tudo isso com times pequenos e baixos custos.

 O motivo para tantas vantagens é, basicamente, a adoção de 12 práticas pelos desenvolvedores durante o projeto.

A partir de hoje, vamos publicar em nosso blog uma série de três posts sobre o XP. Na primeira postagem, vamos falar sobre as quatro primeiras práticas do método. Acompanhe!

 Jogo do planejamento

Essa prática se refere à organização de reuniões periódicas, que ocorrem a cada ciclo de iteração, para guiar a equipe até a entrega final. Essa abordagem evita um planejamento extenso e rígido no início do projeto, permitindo que cliente e programadores estejam mais confortáveis para fazer possíveis correções de rota durante o desenvolvimento.

Nos encontros, é realizado o planejamento das próximas entregas, definindo-se quais aplicações deverão ser finalizadas e quando serão entregues. Além disso, os desenvolvedores listam as tarefas que precisão executar para conseguir finalizar o trabalho a cada ciclo.

Esse jogo com rodadas de planejamento permite que o cliente defina de forma sucinta o requisito de cada uma das aplicações, atribuindo prioridades a cada uma delas. Além disso, a prática facilita a estimativa de custos e o gerenciamento do projeto como um todo.

 Desenvolvimento orientado a testes

A segunda prática do XP pressupõe que o código seja testado constantemente, enquanto está sendo escrito, e não somente após o término do desenvolvimento. O processo a ser seguido é: escrever o teste, desenvolver um código mínimo suficiente para passar no teste e depois terminá-lo com os ajustes necessários.

A adoção dessa prática faz com que o software seja desenvolvido de forma mais limpa e organizada, pois as partes desnecessárias do código podem ser descartadas a cada iteração e não somente no fim do projeto.

 Programação em pares

A programação em pares se refere à estratégia de alocar dois desenvolvedores para trabalhar em uma mesma aplicação, ao mesmo tempo e em uma só máquina. Dessa forma, um dos profissionais fica responsável por escrever o código, enquanto o outro assume o papel de observador, revendo cada linha à medida que o trabalho vai sendo desenvolvido.

A expectativa é que cada um dos programadores concentre seus esforços em aspectos diferentes da funcionalidade, permitindo o desenvolvimento de um código de qualidade, menos propenso a falhas e com um custo total mais baixo que métodos mais tradicionais. Nessa prática, os papéis exercidos pelos desenvolvedores também são trocados frequentemente.

 Equipe

A última prática que abordaremos hoje em nossa série estabelece que, no Extreme Programming, todos os profissionais envolvidos no projeto sejam parte integrante do time, favorecendo uma maior integração entre cliente, gestores e desenvolvedores.

Nessa abordagem, o consumidor não se restringe apenas ao papel de contratante, mas atua como o usuário do sistema interessado em sua usabilidade, fazendo-se disponível a qualquer momento para solucionar dúvidas em relação ao desenvolvimento do software.

No XP, um membro qualquer do projeto pode assumir mais de um papel ao longo do desenvolvimento, o que estimula a colaboração e o trabalho em equipe.

 

Você já adota o XP na sua rotina profissional? Se interessou pelo assunto? Fique ligado, no próximo post, traremos a segunda parte desta série!

 


19
Mar 14

4 livros que todo programador precisa ler

programador

A busca por atualizar o que se sabe e descobrir novas coisas é um dos maiores diferenciais dos bons programadores. Por estarem inseridos num mercado em constante evolução, não é permitido aos profissionais ficarem de fora do que está sendo criado, principalmente na sua respectiva linguagem de programação.

Mas, para isso, é ainda mais fundamental que o desenvolvedor tenha o conhecimento básico sobre o que está fazendo. De nada adianta manter-se atualizado se comete erros na estrutura de um código ou na maneira como ele é apresentado ao usuário final. Dessa forma, abaixo listamos quatro livros que todo programador precisa ler para ter uma base de conhecimento muito mais sólida. Confira a lista:

Refactoring – Martin Fowler

Refactoring é um excelente livro para programadores que tem dificuldade em montar a estrutura do software de tal maneira que não altere o comportamento do código. O livro foi escrito para aquelas pessoas que sabem que seu código funciona, mas que poderia estar melhor organizado.

O livro oferece um catálogo com mais de 40 reestruturas de código que deram certo com detalhes de como foram feitas e testes necessários. A linguagem que baseia o livro é Java, mas a metodologia pode ser aplicada em qualquer outra.

Clean Code – Robert C. Martin

Clean Code de Robert Martin segue os princípios de Refactoring que citamos anteriormente: mesmo código ruim pode funcionar. Porém, código ruim força os desenvolvedores a criar soluções que tiram o desempenho e a capacidade de escala do sistema.

Assim, o livro fala sobre as melhores práticas ágeis de limpeza de código “on the fly”. A intenção do livro não é apenas deixar o código mais limpo, mas transformar o leitor num melhor programador.

Stop Stealing Sheep & Find Out How Type Works – Erik Spiekermann

“Stop Stealing Sheep & Find Out How Type Works” foi publicado pela primeira vez em 1993 e agora volta atualizado com novas fontes e ilustrações. Ainda que pareça um livro escrito para designers, Erik Spiekermann deixa claro logo no início sua intenção: guiar o leitor através de todos os aspectos da tipografia para que programas sejam mais comunicativos ao usuário final.

Entender como se usa espaços dentro de um layout, por exemplo, fará de qualquer programador um profissional mais completo.

Defensive Design for the Web – Matthew Linderman

“Defensive Design for the Web” é editado pela 37Signals, do famoso Rework. Neste livro o autor Matthew Lindermann admite o fato de que as coisas darão errado na internet, não importa quão cuidadoso você tenha sido com o seu código.

Defensive Design aponta uma direção defensiva para tudo que se cria na web. Usando a metáfora de um motorista que sempre está à procura de estradas escorregadias, o livro aponta pontos de conflito que podem causar confusões para os usuários e, através de exemplos reais, ensina como evitá-los.

Ainda que esses livros não façam parte de nenhuma leitura obrigatória, são importantes para a construção de bons softwares e de boas práticas como programador. Evitá-los porque não se encaixam na sua área de atuação atual limita a maneira como você escreve o código, deixando-o em desvantagem em relação a desenvolvedores em busca de conhecimento.

Já leu alguns desses livros? Tem outras dicas de bons livros? Vamos continuar essa lista nos comentários abaixo! Participe.