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Posts Tagged: Estratégia


10
Dec 13

5 maneiras de descobrir se a fábrica de software está te passando para trás

softwareDelegar um projeto a um fornecedor externo é uma estratégia que envolve alguns riscos. Quando um prestador de serviços não executa aquilo que era esperado, os negócios e as operações de sua empresa podem ser prejudicados.

Essa afirmação é verdadeira também no desenvolvimento de softwares, em que não é rara a ocorrência de problemas entre as partes. Por não conhecerem o processo a fundo, muitos clientes não sabem como agir diante de obstáculos como esses.

Apesar disso, é possível saber se o seu fornecedor está executando o projeto conforme o esperado para receber produtos de qualidade a preços competitivos.

Conheça 5 formas de saber se a fábrica de software está te passando para trás:

Monitore

A melhor forma de acompanhar o andamento de um projeto é conhecer o escopo detalhadamente e monitorar a execução de cada uma das etapas. Por isso, é fundamental que o escopo do software seja construído de forma clara, evitando expressões ambíguas e duvidosas que possam gerar desacordos entre você e a fábrica.

Uma boa dica é criar uma tabela com todas as entregas a serem realizadas pela fábrica. Liste os itens, descreva-os de forma simples, inclua os prazos combinados, o status de cada ação e faça com que o documento esteja disponível para todos profissionais envolvidos no projeto.

Com a tabela em mãos, faça reuniões com o fornecedor sempre que necessário para verificar como está o andamento das ações e promover o alinhamento.

Atenção aos sinais

Alguns fatos do dia a dia são sinais de que algo pior pode acontecer. Por isso, é importante saber identificar quando a fábrica de softwares está se esquivando de alguma entrega.

Um bom exemplo é o excesso de reuniões e conversas entre os membros da equipe. Isso pode ser um sinal de que os desenvolvedores não estão fazendo o trabalho mais importante, por estarem preocupados com o alinhamento e a definição de questões básicas. Nunca deixe que as falhas passem despercebidas. Tente entender o que aconteceu e resolver a questão o quanto antes, evitando que pequenos problemas sirvam como justificativas para entregas inadequadas mais adiante.

Lembre-se que isso não significa ser rude ou repreender seu parceiro, mas sim discutir os obstáculos de forma profissional, reforçando as expectativas da empresa.

Peça ajuda

Caso a sua equipe conte com um profissional de TI, faça questão de mantê-lo sempre por perto durante o projeto. Agindo assim, você terá um ponto de apoio sempre que um problema não puder ser solucionado com seu conhecimento e experiência.

Mesmo que sua empresa não tenha um profissional experiente no desenvolvimento de softwares, se aproxime daqueles com maiores aptidões para tecnologia da informação e gerenciamento de projetos, pois eles também poderão enriquecer as discussões.

Teste

Uma boa maneira de garantir que a fábrica está te entregando o software que você contratou é testar. Acesse todas as funcionalidades do sistema e verifique se elas atendem aos requisitos. Delegue os testes a funcionários das áreas que irão se beneficiar com o programa para que elas possam validar as entregas em conjunto.

Apesar de muitas das discussões sobre o desenvolvimento de software envolverem questões técnicas incompreensíveis para os leigos, ninguém melhor que o usuário para saber se o sistema funciona conforme acordado entre as partes.

Comunique-se

Para entender melhor se a fábrica está fazendo aquilo que se espera dela, mantenha sempre uma boa comunicação com os desenvolvedores. O diálogo deve ser sempre amigável e aberto para que qualquer questão que afete as entregas possa vir à tona o quanto antes.

Somente assim será possível verificar se o fornecedor é proativo para solucionar questões pendentes e propor melhorias. Além disso, você saberá se a fábrica tem interesse em entender seu negócio e suas necessidades, em vez de apenas executar aquilo que foi pedido.

Claro que ter estes cuidados não exclui a necessidade de escolher um parceiro qualificado e com boas referências no mercado! Na hora de decidir, não leve em consideração apenas o melhor orçamento.

Já teve algum problema com um fornecedor “enrolado”? Como você lidou com a situação? Comente!


25
Nov 13

O que é o MVP e como ele pode ajudar sua empresa

MVPQualquer empreendedor em busca de novos mercados deve estar disposto a atuar em um ambiente altamente competitivo, onde o lançamento de novos produtos e serviços é rápido e exige cada vez mais agilidade das empresas.

Nos setores voltados para a tecnologia da informação, em especial, gastar anos de trabalho em uma nova ideia ou projeto está fora de cogitação. A demora pode provocar grandes desperdícios ou até mesmo fazer com que a empresa perca o momento adequado para iniciar a comercialização.

Nesse cenário, usar uma estratégia para acelerar o processo, como o MPV (sigla do inglês para Minimum Viable Product ou Produto Viável Mínimo), pode ser a grande diferença entre o sucesso e o fracasso de um novo produto no mercado.

Conheça o MVP e saiba como ele pode ajudar a sua empresa:

O que é MVP?

O Minimum Viable Product é uma estratégia que permite às empresas lançarem produtos em uma versão básica, mas, ainda assim, gerando valor para o cliente e estimulando as vendas.

Apesar de o MVP ser a menor versão possível, o produto já deve trazer características fundamentais que indiquem algo mais consistente no futuro. Mesmo sendo construído com tempo e recursos limitados, ele deve mostrar sua viabilidade como negócio e não pode ser confundido com uma entrega malfeita.

Fazer um Produto Viável Mínimo requer que a empresa colete informações sobre o mercado e feedbacks dos clientes para aprender rapidamente o que precisa melhorar no preço, qualidade, distribuição e funcionalidades, permitindo que o produto seja melhorado em seus próximos ciclos de desenvolvimento.

Em outras palavras, as empresas que lançam um MVP entregam a potenciais clientes um produto com funcionalidades fundamentais para que seja submetido a teste e, posteriormente, aprimorado e finalizado.

Utilidade

Um dos principais benefícios do MVP para uma empresa é evitar grandes investimentos em produtos completos e repletos de funcionalidades, mas cuja aceitação no mercado não seja previsível. Além disso, ao exercitar a estratégia do MVP, será possível fazer previsões mais acertadas no futuro, quando sua empresa precisar tomar decisões rápidas para lançar outras aplicações.

O Minimum Viable Product permite, ainda, validar no mercado todas as suposições que foram feitas durante o desenvolvimento do produto, conhecendo na prática o que realmente chama a atenção dos consumidores. As informações levantadas nessa fase proporcionam a assimilação de novos conceitos e sua aplicação no desenvolvimento do produto.

No desenvolvimento de softwares, uma abordagem similar a essa costuma ser utilizada em recursos cujo código é aberto ou então por serviços gratuitos disponíveis na web, como provedores de e-mail, sistemas para envio de arquivos e ferramentas de gerenciamento de projetos. Eles permitem que os usuários trabalhem no sistema enquanto a empresa aprende com os feedbacks para fazer atualizações e melhorias nas aplicações.

Apesar de o MVP ser usado amplamente em setores variados, sua agilidade traz grandes benefícios para startups e empreendedores que trabalham em cenários de grande incerteza e precisam, constantemente, lançar novos produtos economizando tempo e dinheiro.

Como usar

Para que o MPV proporcione os resultados esperados, o primeiro passo é pensar no que a empresa quer testar ao lançar o produto no mercado. É importante definir métricas para acompanhar o feedback dos clientes e saber qual caminho a ser seguido.

Em seguida, é preciso avaliar quais são as funcionalidades mínimas necessárias para que o produto já possa ser efetivamente usado por alguns clientes. Lembre-se que, na maioria das vezes, o item não estará suficientemente estruturado para gerar receita para sua empresa. Dessa forma, aproveite o momento para fazer testes, conhecer o mercado e arriscar.

Apesar disso, tenha em mente que o MVP jamais pode mostrar fragilidades para o cliente, pois isso pode impactar diretamente a sua percepção sobre o produto.

O Produto Viável Mínimo é muito útil quando ninguém no mercado ainda desenvolveu alguma solução similar, pois evita os estudos comparativos forçadas com produtos ou empresas de outros setores. Os testes rápidos dessa estratégia ajudam a aprender de forma mais ágil o que dá certo e o que não dá.

Mas lembre-se que a forma como o MVP é aplicado pode variar de caso a caso. Para as empresas que atuam com B2B, é interessante testar a demanda inicial por meio de apresentações e grupos de discussão com clientes em potencial. Já as organizações que atuam no B2C, podem se beneficiar do lançamento de uma versão mais próxima do produto em si.

Para aprender mais sobre técnicas de desenvolvimento que vão colocar sua empresa à frente do mercado, fique ligado no blog da Informant!


14
Nov 13

Série Os 7 princípios do desenvolvimento agil de software: Post 06

SoftwareChegamos hoje ao sexto post da série sobre o desenvolvimento ágil de softwares. O penúltimo princípio do método é build integrity in, ou seja, embutir a qualidade no processo.

Problemas de integridade no desenvolvimento de softwares podem gerar desperdícios de tempo e recursos, como vimos no primeiro post (link). Mas pior que isso é o produto final não satisfazer o cliente, fazendo com que todos os esforços tenham sido em vão.

Para garantir a qualidade de um software, os desenvolvedores devem ter em mente dois tipos de integridade. A percebida, que é quando o cliente se encanta com a experiência que no produto, e a conceitual, ou seja, um sistema que possui equilíbrio em atributos como flexibilidade, manutenção, eficiência, usabilidade, entre outros.

Em busca de vantagens competitivas, é comum que algumas empresas priorizem outros pilares do projeto, como o custo e o prazo, em detrimento da qualidade. Ainda assim, sabemos que a integridade básica é indispensável em qualquer software, pois somente assim os clientes perceberão o verdadeiro valor da entrega.

Conheça algumas formas de embutir a qualidade no desenvolvimento ágil de softwares:

Programação em duplas

A ideia da programação em duplas é trazer a contribuição de dois profissionais diferentes para cada tarefa. Aqui vale a máxima de que duas cabeças pensam melhor que uma.

Essa estratégia é importante para aumentar a produtividade e a qualidade do processo, pois combina as experiências anteriores dos desenvolvedores e permite que cada obstáculo seja avaliado sob ao menos dois pontos de vista diferente.

Além disso, enquanto um dos profissionais está envolvido em uma tarefa, o outro já pode estar pensando mais adiante, prevenindo problemas antes mesmo que eles ocorram.

Desenvolvimento orientado a testes

Já vimos no blog da Informant que o Test Driven Development consiste na elaboração de testes antes mesmo que o código seja escrito (link). Esse método permite que o desenvolvedor trabalhe no código sabendo como ele pode passar nos testes de qualidade, resultando em um trabalho mais simples e eficaz.

Usar essa estratégia garante um processo mais confiável, em que possíveis erros já são conhecidos antes mesmo que o desenvolvedor inicie seu trabalho. Isso faz com os esforços sejam voltados para evitar problemas e não para gerenciá-los posteriormente, reduzindo os custos para a correção de erros.

Integração

Outra forma de embutir a qualidade no desenvolvimento ágil é o desenvolvimento iterativo, que ocorre em ciclos que se repetem e vão agregando valor ao longo do projeto. Esse processo é feito de forma extremamente colaborativa e permite feedbacks constantes entre a equipe e o cliente.

Essa integração constante é valiosa para que o produto seja inspecionado e adaptado a cada ciclo, garantindo a qualidade em cada uma das etapas.

Reduzir lacunas

Vimos em nossa série que um dos princípios do desenvolvimento ágil é entregar o mais rapidamente possível (link). Sabemos que a pressa é inimiga da perfeição, mas esse preceito também é fundamental na busca pela qualidade.

Isto porque as entregas rápidas permitem que as lacunas de tempo entre o desenvolvimento, os testes e a correção de falhas sejam reduzidas. Dessa forma, assim que uma funcionalidade está pronta, ela já pode entrar no sistema e ser testada o quanto antes.

Quando esses gaps (as lacunas) são muito grandes, a continuidade do projeto fica em risco, causando possíveis atrasos causados por troca de tarefas, reaprendizado e falta de foco.

Retrabalho? Ok!

Ao longo de nossa série de posts, foi possível perceber que o desenvolvimento ágil garante maior flexibilidade durante todo o projeto, permitindo mudanças causadas pela falta de detalhamento dos requisitos no início das atividades.

Os métodos tradicionais de desenvolvimento de software não proporcionam essa dinâmica e, por isso, não se mostraram tão produtivos. Com isso, o desenvolvimento ágil vem ganhando espaço justamente por ser capaz de garantir mudanças bruscas a cada etapa para garantir maior qualidade e atendimento dos requisitos no produto final.

 

No próximo texto, fechamos esta série, com o último princípio do desenvolvimento ágil. Está pronto? Que tal reler os posts anteriores (link) enquanto isto?