Conheça a Informant          RSS

Posts Tagged: equipe


05
Dec 13

Por que um time pequeno pode ser mais produtivo que um grande?

O trabalho em equipe é uma constante no ambiente de qualquer empresa. Profissões que exigem o esforço solitário de um funcionário são cada vez mais raros, enquanto a integração e colaboração se consolidam como valores essenciais na busca por produtos e serviços de alta qualidade.

No entanto, juntamente a formação de equipes, vêm à tona alguns problemas e conflitos que devem ser solucionados para que as atividades não sejam afetadas. A gestão de pessoas é uma disciplina desafiadora para as organizações, especialmente quando as equipes envolvidas em um projeto são grandes e complexas.

Essas questões também se aplicam ao desenvolvimento de softwares, em que fornecedores e clientes podem se beneficiar com a formação de equipes enxutas para entregas mais ágeis e de qualidade.

Saiba por que um time pequeno pode ser mais produtivo:

Comunicação

A comunicação em equipes pequenas é mais fácil, pois quanto mais pessoas envolvidas em um problema, mais complexa a troca de informações. Dessa forma, as discussões se tornam menos complicadas e podem aumentar as chances de alcançar soluções rápidas.

As reuniões de times grandes se tornam, quase sempre, longas e difíceis de serem organizadas. Por outro lado, as equipes enxutas podem atacar os problemas e atingir o consenso de forma mais ágil em seus encontros, evitando atrasos frequentes nos ciclos de entrega do projeto.

Além disso, tendo em vista que o grupo de trabalho é menor, todos os participantes conseguem se enxergar durante as etapas de desenvolvimento, interagindo melhor. Dessa forma, cria-se um time mais coeso e capaz de tomar decisões em conjunto.

Gestão

Outro benefício de montar equipes pequenas é a maior facilidade para gerenciá-las. Com menos pessoas envolvidas no projeto, o líder pode investir mais tempo para dialogar com cada uma delas quando julgar necessário, tornando a comunicação mais direta e pessoal.

Além disso, os esforços necessários para recrutar, selecionar e treinar profissionais são menores, fazendo com que o tempo disponível seja direcionado para o trabalho de desenvolvimento do software e não para o gerenciamento da equipe.

Outra vantagem é que, nos grupos de trabalho mais enxutos, um ou mais membros podem assumir naturalmente o papel de liderança, otimizando o processo decisório e o trabalho em equipe.

Comprometimento

Tendo em vista que todos os membros da equipe conseguem acompanhar de perto o trabalho de cada um dos colegas, é muito mais fácil identificar aqueles que se comprometem com os resultados do projeto e aqueles que preferem passar a responsabilidade para os outros.

Essa característica faz com que as pessoas se sintam responsáveis pelo resultado entregue pela equipe voluntariamente e não apenas motivadas por ordem superiores.

Além disso, nos times menores, as habilidades dos membros não são concorrentes, mas complementares entre si. Isso facilita a colaboração entre profissionais com competências diferentes e contribui para a construção da confiança mútua.

Outro fator que favorece o aumento da produtividade nas equipes pequenas é a percepção, de cada membro, que grande parte do resultado final do projeto se deve ao seu esforço pessoal. Isso não é verdade nas equipes maiores, em que cada participante não consegue enxergar sua contribuição real para o desenvolvimento, se sentindo menos motivado a se esforçar nas tarefas e entregar melhores resultados.

Já participou de um time reduzido de desenvolvimento? Como foram as suas experiências? Comente!


18
Nov 13

Série os 7 princípios: Post 7 – Ver o todo

softwareCom o post de hoje chegamos ao fim de nossa série sobre o desenvolvimento ágil de softwares. Em nossas publicações anteriores você conheceu seis preceitos que fazem com que o método ágil seja tão flexível: eliminar desperdícios, ampliar o aprendizado, decidir mais tarde, entregar rapidamente, dar poder ao time e embutir a qualidade no processo. (LINKS PARA OS POSTS EM CADA UM)

Hoje daremos um passo para trás em busca de visualizar uma imagem mais geral da metodologia. O sétimo princípio é ver o todo, ou seja, compreender de forma abrangente a necessidade do cliente e seus impactos sobre a organização.

Para que o trabalho desenvolvido em cada uma das etapas do projeto seja otimizado em função do todo, é primordial que as equipes tenham missão, valores e objetivos bem compreendidos.

Saiba como a capacidade de ver o todo no desenvolvimento ágil pode garantir melhores resultados em seu projeto:

Pensamento amplo

O valor do software que será entregue ao cliente não é gerado somente durante a fase de desenvolvimento. Lembre-se que de nada adianta um trabalho de altíssima qualidade caso os desenvolvedores não tenham compreendido as verdadeiras necessidades do cliente e seus possíveis desdobramentos sobre o negócio.

Desta forma, é fundamental analisar toda a cadeia de valor do software e não somente a função de cada aplicação de forma isolada. Sabendo a quem o programa deverá satisfazer no fim do projeto é fundamental para que a equipe conheça os objetivos a serem perseguidos em cada ciclo de desenvolvimento.

Solução completa

O desenvolvimento ágil foca na entrega de soluções completas. Mas não pense que esse objetivo será atingido somente por meio da conclusão de todas as funcionalidades definidas no escopo.

Pensando no conjunto, os desenvolvedores devem entender como o sistema lidará com possíveis mudanças no futuro, como será seu desempenho, como o cliente poderá mantê-lo de forma efetiva, entre outros aspectos.

Atuando dessa forma, é possível compreender como o software exercerá influência sobre outros sistemas e fronteiras da organização, contribuindo para que o projeto proporcione mais valor para seu cliente.

Métricas coletivas

Escolher métricas de desempenho adequadas é uma fase fundamental no desenvolvimento ágil de softwares.

Trabalhando dentro do conceito de otimizar o todo, é necessário escolher indicadores que monitorem as questões fundamentais do projeto. Em vez de escolher muitos itens que medem pequenas atividades, é melhor priorizar métricas mais amplas e em menor número.

Não se esqueça que monitorar as atividades detalhadas a cada etapa também é importante para coletar dados e promover a melhoria contínua nos processos.

No entanto, essas métricas não devem ser usadas para nortear e motivar indivíduos ou equipes. Para esse objetivo, o ideal é pensar em indicadores mais relevantes para o projeto como um todo, integrando o trabalho de todas as equipes e mantendo o foco no valor do software para o negócio do cliente.

Equipe integrada

É normal que os projetos de desenvolvimento de softwares tenham atrasos, falhas de comunicação e desentendimentos em função da interação entre equipes e departamentos.

No desenvolvimento ágil, a melhor forma de organizar os times é fazendo com que eles sejam multidisciplinares e tenham profissionais com todas as capacidades e habilidades necessárias para entregar o produto como um todo, evitando interações desnecessárias com outras partes.

Essa tarefa pode ser muito difícil, especialmente em grandes empresas, mas o ideal é organizar as equipes por produto e não por função. Trabalhar dessa forma pode otimizar o fluxo de trabalho e aumentar a sensação de pertencimento dos membros da equipe, estimulando o comprometimento com o projeto e, consequentemente, a busca pela qualidade e inovação.

Assim concluímos a nossa série. Que tal reler os textos anteriores e começar aplicá-los hoje mesmo ao seu fluxo de trabalho?

Para continuar aprendendo tudo sobre o desenvolvimento ágil, continue acompanhando o blog da Informant!


25
Jul 11

Um final de semana de Autoconhecimento para a equipe da Informant

Todos nós adotamos padrões de comportamento, desde coisas comuns do dia-a-dia, como a maneira de organizar a mesa de trabalho, a forma de cumprimentar uma pessoa. Ou mesmo em questões mais complexas, como a forma como julgamos os outros, o que é certo para nós, como percebemos a realidade, etc.

Neste final de semana a Informant proporcionou aos colaboradores um WorKShop de conhecimento e desenvolvimento da personalidade por meio das 9 personalidades do Eneagrama. Quanto se fala de comportamento o Eneagrama se refere a um conjunto de ações, pensamentos e sentimentos baseados em uma emoção predominante em nossa personalidade.

Utilizar o Eneagrama nos permite reconhecer como cada uma das 9 emoções está presente em nossas vidas e, conseqüentemente, qual é a mais presente e predominante. Descobrindo assim que existe uma motivação básica tão inconsciente quanto constante que nos move.
Mas afinal quais são essas 9 personalidades? Segue abaixo uma explicação rápida de quais são e como se comportam cada um dos tipos:

Tipo 1 do Eneagrama – Perfeição: Organizado, disciplinado e responsável. No trabalho, o tipo 1 possui como pontos fortes a integridade, a responsabilidade e a busca da excelência, da justiça e da razoabilidade. Suas tarefas chaves são calar o seu exigente “crítico interno” e desenvolver a aceitação.
Tipo 2 do Eneagrama – Presteza: Generoso, colaborador e atencioso, o tipo 2 tem a tendência de concentrar sua atenção naquilo que as outras pessoas desejam negligenciando suas próprias necessidades. No trabalho, o tipo 2 possui como pontos fortes o apoio aos outros, a generosidade e sua capacidade de gerar bons sentimentos. Suas tarefas chaves são receber e dar apoio apropriado e tomar decisões com liberdade.
Tipo 3 do Eneagrama – Performance: Autoconfiante, eficiente e cheio de energia, o tipo 3 tem a tendência de tornar-se o protótipo daquilo que esperam dele, focando excessivamente as tarefas e as metas, mas deixando de lado seus próprios sentimentos. No trabalho, o tipo 3 possui como pontos fortes a orientação para as metas, a postura de fazer acontecer e a confiança e otimismo. Suas tarefas chaves são prestar atenção aos relacionamentos e moderar o seu ritmo.
Tipo 4 do Eneagrama – Profundidade: Sensível, intenso e romântico. O tipo 4 é altamente emotivo, freqüentemente se desaponta consigo mesmo e com os outros. No trabalho, o tipo 4 possui como pontos fortes o talento criativo, o idealismo apaixonado e a compaixão. Suas tarefas chaves são apreciar o que está presente e manter uma liderança firme, apesar da alternância de sentimentos.
Tipo 5 do Eneagrama – Privacidade: Inteligente, observador e cheio de boas idéias, o tipo 5 tem a tendência de se isolar das pessoas para ter privacidade e ser auto-suficiente. No trabalho, o tipo 5 possui como pontos fortes a análise atenta e elucidativa, a calma nas crises e uma postura não invasiva. Suas tarefas chaves são sustentar a conecção com as pessoas e manter-se envolvido com a vida.
Tipo 6 do Eneagrama – Precaução: Cauteloso, fiel e cooperativo, o tipo 6 foge do risco e torna-se vigilante e ansioso, tendo dificuldade em confiar nas pessoas e nas situações. No trabalho, o tipo 6 possui como pontos fortes a lealdade, o questionamento revelador e a previsão de problemas e situações. Suas tarefas chaves são construir a confiança e seguir adiante, apesar da dúvida e da incerteza.
Tipo 7 do Eneagrama – Prazer: Inovador, disposto e divertido, o tipo 7 tem a tendência de se dispersar e buscar opções mais prazerosas em tudo o que faz. No trabalho, o tipo 7 possui como pontos fortes o otimismo contagiante, as idéias e planos criativos e o estilo igualitário e encantador. Suas tarefas chaves são manter compromissos e vínculos e reconhecer a dor e as limitações.
Tipo 8 do Eneagrama – Poder: Resoluto, determinado e autêntico, o tipo 8 tem a tendência de cometer excessos. No trabalho, o tipo 8 possui como pontos fortes a franqueza e generosidade, o vigor e prazer no que faz e seu lado justo e protetor. Suas tarefas chaves são aplicar poder e controle proporcionais às situações e valorizar as opiniões dos outros.
Tipo 9 do Eneagrama – Paz: Calmo, paciente, o tipo 9 do Eneagrama tem a tendência de se perder nos pedidos e demandas das outras pessoas, esquecendo-se do que é fundamental para si próprio. No trabalho, o tipo 9 possui como pontos fortes a regularidade, a adaptabilidade e a capacidade de solucionar conflitos. Suas tarefas chaves são traçar prioridades e limites e expressar suas próprias visões.

O sucesso de uma empresa está no sucesso de seus relacionamentos, sejam eles entre os próprios colaboradores ou com os públicos de interesse. Em um mesmo local convivem muitas pessoas com diferentes personalidades, conhecer estas personalidades permite a identificação do que motiva ou desmotiva as pessoas e isso resulta em maior produtividade.

Descobrimos, na Informant, várias personalidades algumas muito evidentes e outras descobertas no decorrer do curso. E estas identificações nos levaram a percepção de quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e onde devemos chegar. O mais importante é que não existe personalidade melhor ou pior. Todas têm pontos fracos e fortes. Além disso, umas precisam das outras pra evoluírem e se apoiarem. O eneagrama ensina como trabalhar para melhorar os pontos fracos, a nossa relação com nós mesmos e com os outros.

Um agradecimento especial da Informant para o Antonio que nos proporcionou um final de semana único e com certeza inesquecível para cada participante.

Fonte: http://mundoeneagrama.org/ e http://www.up9.com.br/