Realizado na Informant, o Techlunch é um evento interno para compartilhar conhecimento entre os colaboradores. E, durante este encontro, na última semana, foi realizado o primeiro “Yes you can design” – apresentações que visam compartilhar conhecimentos de design, e de outras áreas com a comunidade de desenvolvedores. A ideia é que, em cinco encontros, a equipe participe das etapas de desenvolvimento de um produto.
Nesta primeira edição do “Yes you can design“, o designer de interação Anderson Gomes, explicou sobre a pesquisa etnográfica* aplicada ao desenvolvimento de novos produtos.
A proposta é fazer com que as pessoas envolvidas no desenvolvimento de produtos “saiam da bolha”, e conheçam a opinião das pessoas mundo a fora, para evitar o hábito de estereotipar, e se deparar com a realidade o quanto antes, percebendo que não existe usuário ideal. Sair do escritório, e parar de desenvolver a partir de suposições, validar suas hipóteses ao vivo, com pesquisas qualitativas.
Como o Techlunch acontece no horário de almoço da galera e normalmente para a refeição rola uma pizza, foi lançado o seguinte desafio: descobrir quais atividades envolvem o ato de comer uma pizza. A ideia é observar e detectar se existem serviços ineficientes neste ramo, e transformá-los em oportunidades de mercado.
E o que o design de interação tem a ver com isso?
Na maioria das vezes, podemos validar o produto antes de programar. O designer de interação é o profissional que conhece uma série de técnicas, que possibilitam a prototipação rápida, e validação dos produtos através do envolvimento com o usuário. Os ciclos de descoberta, geração de hipóteses, prototipação e validação, ocorrem iterativamente para lapidar e construir o produto de forma aditiva. Estes ciclos ocorrem mais rapidamente, e geram mais resultados quando as técnicas de design são dominadas por todos os membros da equipe de desenvolvimento (principalmente se esta equipe for heterogênea).
No próximo encontro, que será realizado nesta quinta-feira (05/04), iremos reunir os dados coletados, e iniciar a geração de hipóteses de produtos. E poderá ser assistido por Aqui a partir das 12h. Se você não participou do primeiro encontro, não tem problema, pode fazer o experimento, e coletar informações sobre como as pessoas comem pizza. Para isso, basta ter uma câmera de vídeo e entrevistar pessoas ao seu redor, já que comer pizza é um hábito tão popular.
* Sobre a pesquisa etnográfica
Ela é proveniente da antropologia e, atualmente, é utilizada por equipes de design para fazer uma imersão no mundo dos usuários e detectar demandas. Muitas vezes, este tipo de estudo é deixado de lado por não entregar dados quantitativos, e por existir uma angústia grande em desenvolver e programar rapidamente, porém, muitas vezes, vale mais a pena descobrir a demanda real dos usuários, e desenvolver um Minimal Valuable Product (M.V.P), que entrega mais valor, ao invés de gastar horas, desenvolvendo em vão. Em muitos casos, as equipes de desenvolvimento trabalham muitas horas programando um leque gigantesco de funcionalidades que não foram testadas para a real necessidade e aceitação.






