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Eventos


24
Nov 12

Design Thinking e a evolução das aplicações

Tenho estudado a evolução dos serviços da Informant para melhora contínua de nosso portfólio. E, uma das demandas dos clientes identificada com clareza nos últimos anos engloba a conversão do nosso negócio para um modelo “one-stop-shop”, em que as empresas interessadas em nos contratar não necessitam, necessariamente, contratar também outras entidades ou serviços adicionais.

Assim, há aproximadamente dois anos, começamos a estudar o Design de Interação como uma saída para as necessidades de cada cliente, quanto à construção de interfaces agradáveis, e com o conhecimento adquirido, mapeamos este novo papel dentro da empresa. O interessante sobre o Design de Interação é a mudança na forma como a concepção e a evolução de aplicações são construídas, tirando da mão da engenharia a árdua tarefa de conceber interfaces funcionais, afinal, quem já desenvolveu softwares em algum momento da vida, presenciou a criação de aplicações ricas em funcionalidade, porém impossíveis de serem utilizadas.

A criação de experiências agradáveis de uso tornou-se fator chave para o sucesso referente à migração das aplicações do desktop para a nuvem. Desta forma, o valor entregue em UX (User Experience) é tão equivalente quanto às regras de negócio, em determinados modelos. Ao entender a questão do Design de Interação como a ciência que estuda o usuário como o centro da interação, também identificamos a necessidade de expandir o conhecimento da empresa, identificado como Design Thinking, uma palavra nova que aparentemente representa a mesma coisa, mas merece diferenciação.

No Design Thinking, a solução do problema vai muito além do produto, entrando em questões sociais e econômicas, antes atribuídas a área de negócios da instituição. Como na administração clássica, uma empresa seguia um plano de negócios quase fixo, desenvolvido para ser executado em anos, e a necessidade do feedback sobre alterações no produto dava margem a uma separação entre a área de negócio e o desenvolvimento de produto. Na era das startups e adotando o método lean, um plano de negócios clássico se tornou tão sem sentido quanto mortal, assim como a ausência do foco em design no processo central de negócio também pode ser considerada ainda mais fatal.

Colaborando com a evolução desta linha de pensamento, tive a oportunidade de acompanhar o Interaction South America 2012, um evento internacional sediado em São Paulo, voltado para o Design de Interação, onde pude entender um pouco mais sobre o papel da prototipação e interação até mesmo no Service Design. Depois de ouvir todas as palestras, consegui conversar com Don Norman, autor de “The Design of Everyday Things”, e ex-vice-presidente de tecnologia da Apple, tido como o criador do Design de Interação. A foto que abaixo mostra o simpático senhor, em uma conversa super interessante sobre Steve Jobs e um pedido sem jeito de foto, durante a balada do evento, comprovando que não existe limite para a criatividade e diversão.

Com tantos termos novos para problemas antigos, temos a plena consciência de que a evolução das aplicações nos próximos anos será baseada no Design de Interação e suas vertentes, tanto para facilitar a rápida entrega de valor ao cliente, quanto para melhorar funções da tecnologia já existentes ao nosso redor.  Afinal de contas, quem não gostaria de ter um micro-ondas capaz de mandar mensagens pela rede sem fio e avisar quando a comida estiver pronta? Há pouquíssimos anos isso não faria nenhum sentido. Hoje, com nossos smartphones e TVs, alguém precisa pensar em conectá-las adequadamente e criar funções inovadoras para gerar valor aos produtos e serviços que já dispomos em nossas casas.

Essa visão é algo que entendemos como a evolução das aplicações e do mundo que queremos ajudar a construir.


22
Oct 12

1º IxDA Talks em Joinville

Criada em 2003, a Associação Internacional de Design de Interação ou IxDA é uma associação que conta com mais de trinta mil membros no mundo. Onde atua como propulsor do Design de Interação em diversas áreas de criação.
Hoje, conta com apenas 650 membros no Brasil e crescendo, é responsável pelo Congresso ISA – Interaction South America, que traz conceituados nomes na área de User Experience no mundo, aqui para nossa região. A última aconteceu no Brasil!
A IxDA conta com um capítulo orgulhosamente criado recentemente aqui em Joinville. E nossa Designer de Interação, Monica Possel é uma dos líderes locais.
Assim, o capítulo quer atuar aqui em Joinville, trazendo relacionamento entre Designers e Mercado, Designers e Programadores, Empreendedores e toda a comunidade atuante em inovação. Você pode conhecer mais sobre o capítulo, ou se inscrever no grupo, acessando o grupo no Facebook.
Ocorrerá no dia 24/10/2012 o  1º IxDA Talks em Joinville, com intuito de reunir os membros e interessados em comum. Será apresentada também por Bruno Duarte a experiência de julgar projetos de grandes marcas como Nike, entre outros, no concurso internacional de Design de Interação – IxDA Awards.
Além disso, esta confirmada também a presença do ex-Informant, Anderson Gomes, atual responsável pelo Design de Interação na startup ContaAzul, vencedora como a melhor app web do Brasil no TheNextWeb Startup Awards 2012.
Você pode saber mais sobre o evento 1º IxDA Talks clicando aqui ou confirmar sua presença aqui.

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31
Aug 12

Design de Interação na Informant


Em 2003, um grupo de designers se reuniu com objetivo de realizar ações para alterar as condições humanas, focadas na evolução das disciplinas de Design de Interação.
Dez anos se passaram, 120 grupos ao redor do mundo já se formaram, e hoje, este grupo já é composto por mais de 30 mil membros.
Este é o IxDA (Interaction Design Association), que reúne milhares de apaixonados por Design de Interação no Brasil.

Nesta quinta-feira, 30 de agosto, tivemos a felicidade de receber uma visita muito especial. Membro fundadora do Interactive Advertising Bureau Brazil (IAB), diretora de Pesquisa de Marketing no Buscapé, e presidente do IxDA São Paulo, a professora e doutora Amyris Fernandez tornou ainda mais clara a importância do trabalho que executamos, voltado à Design de Interação, aqui na Informant.
Direta, simpática e extremamente sincera (o que para alguns pode doer! rs) tivemos algumas horas de extremo aprendizado sobre Design Thinking, junto a este incrível ícone do movimento de Design de Interação no Brasil.

Aproveitamos para lembrar a todos os aficionados por Design, que do dia 01 a 03 de novembro, acontece a ISA (Interaction South America 2012), em São Paulo. Trata-se de um Congresso Internacional, que neste ano terá como foco o tema “Interação e Experiência”.
Entre muitos outros speakers, o Congresso contará com grandes ícones globais, como Don Norman (co-fundador da  Nielsen Norman Group), Dan Saffer (escritor do livro Designing for Interaction: Creating Innovative Applications and Devices) e Massimo Banzi (co-fundador do projeto Arduino).
Quem tiver interesse em participar, indicamos que se apresse para fazer a inscrição, pois muito em breve todo o evento estará lotado – alguns Workshops, inclusive, já fecharam!
Para mais informações, acesse: http://isa.ixda.org/2012/

Aproveitando que o assunto deste post é Design de Interação, vale ressaltar que, há alguns meses, filmamos edições do Tech Lunchs sobre o assunto: Yes, You can design!


01
Aug 12

Agile Brazil 2012 – Eu Vou!

A Agile Brazil é a mais relevante conferência brasileira sobre Métodos Ágeis de desenvolvimento de software. O evento não possui fins lucrativos e é organizado por especialistas em agilidade de diversas partes do Brasil que compartilham do objetivo de incentivar e disseminar a cultura Ágil por todo o país.

Em 2012, a conferência será sediada em São Paulo no mês de setembro e eles não poderíamos planejar nada menos do que a maior conferência ágil do Hemisfério Sul, reunindo grandes empresas e os mais experientes profissionais do mercado brasileiro de agilidade, sem falar nos convidados internacionais de primeira linha. Todos eles estarão compartilhando suas experiências em cursos, palestras, workshops, relatos de experiência, debates e muito mais.

A gente vai e você? Mais informações em http://www.agilebrazil.com/


22
Jun 12

CONHECIMENTO TECNOLÓGICO NO TECHLUNCH

Tendo como principal objetivo agregar qualidade e compartilhar conhecimento para o desenvolvimento de software, a Informant realiza semanalmente o Techlunch, um evento voltado especialmente aos colaboradores, que apresentam e trabalham ideias, baseadas em algum tema tecnológico, explorando novos conceitos. Assim, especialistas de várias áreas, que compõem a equipe da empresa, podem transmitir informações e dados relevantes, com base no desenvolvimento de um produto, do começo ao fim, levando em consideração uma metodologia de negócios diferenciada.

Entre os eventos semanais voltados à comunidade de desenvolvedores da Informant, denominado Techlunch, o “Yes, You Can Design”, apresentado por Anderson Gomes, promovido em seis edições que visam compartilhar conhecimentos de design, foi um dos que mais se destacou, por abordar as etapas de desenvolvimento de um produto, com foco em: apresentação de pesquisa etnográfica; geração de ideias; síntese e análise de ideias; business model canvas das hipóteses de produtos; prototipação da hipótese; e validação do protótipo com usuários reais, buscando desenvolver produtos centrado no usuário.

Investir em UX é um dos principais diferenciais da empresa, que desenvolve um produto do começo ao fim, levando em consideração fatores relativos à como as pessoas se sentem quando interagem com um sistema, com base em emoções, cultura, preferências, percepções, comportamentos que ocorrem antes, durante e após o uso de um software. Ou seja, nestes testes é validada a percepção do usuário em relação aos aspectos práticos, tais como eficácia , eficiência e facilidade de uso do sistema, para validá-lo.

“Um dos exemplos citados durante os encontros com foco no ‘Yes, You Can Design´ foi como detectar serviços ineficientes em um determinado ramo e transformá-lo em oportunidades de mercado. Chegamos a conclusão que ciclos de descoberta, geração de hipóteses, prototipação e validação, ocorrem iterativamente para lapidar e construir o produto de forma aditiva. Estes ciclos são mais rápidos, e geram mais resultados quando as métodos de design são dominadas por todos os membros da equipe de desenvolvimento, principalmente se esta equipe for heterogênea, como acontece na Informant. Resumindo, na maioria das vezes, podemos validar um produto antes mesmo de programá-lo” , explica o designer de interação da Informant, Anderson Gomes.

A principal proposta do Techlunch é fazer com que as pessoas envolvidas no desenvolvimento de produtos, além de conhecer a opinião dos companheiros da equipe, fiquem cientes dos conceitos de pessoas do mundo afora, evitando assim o hábito de estereotipar determinados fatores, deparando-se com uma nova realidade, deixando de lado suposições, para validar e compartilhar hipóteses ao vivo, por meio de pesquisas qualitativas e ideias colocadas no papel. Tudo isso, somados com o domínio da tecnologia, permitem que a Informant possa detectar as oportunidades de desenvolvimento, para uma finalidade que seja coerente com a realidade e necessidade de cada cliente.


10
May 12

Yes you can design no Techlunch da Informant

Realizado na Informant, o Techlunch é um evento interno para compartilhar conhecimento entre os colaboradores. E, durante este encontro, na última semana, foi realizado o primeiro “Yes you can design” – apresentações que visam compartilhar conhecimentos de design, e de outras áreas com a comunidade de desenvolvedores. A ideia é que, em cinco encontros, a equipe participe das etapas de desenvolvimento de um produto.

Nesta primeira edição do “Yes you can design“, o designer de interação Anderson Gomes, explicou sobre a pesquisa etnográfica* aplicada ao desenvolvimento de novos produtos.

Yes you can design – Pesquisa etnográfica

A proposta é fazer com que as pessoas envolvidas no desenvolvimento de produtos “saiam da bolha”, e conheçam a opinião das pessoas mundo a fora, para evitar o hábito de estereotipar, e se deparar com a realidade o quanto antes, percebendo que não existe usuário ideal. Sair do escritório, e parar de desenvolver a partir de suposições, validar suas hipóteses ao vivo, com pesquisas qualitativas.

Como o Techlunch acontece no horário de almoço da galera e normalmente para a refeição rola uma pizza, foi lançado o seguinte desafio: descobrir quais atividades envolvem o ato de comer uma pizza. A ideia é observar e detectar se existem serviços ineficientes neste ramo, e transformá-los em oportunidades de mercado.

E o que o design de interação tem a ver com isso?
Na maioria das vezes, podemos validar o produto antes de programar. O designer de interação é o profissional que conhece uma série de técnicas, que possibilitam a prototipação rápida, e validação dos produtos através do envolvimento com o usuário. Os ciclos de descoberta, geração de hipóteses, prototipação e validação, ocorrem iterativamente para lapidar e construir o produto de forma aditiva. Estes ciclos ocorrem mais rapidamente, e geram mais resultados quando as técnicas de design são dominadas por todos os membros da equipe de desenvolvimento (principalmente se esta equipe for heterogênea).

No próximo encontro, que será realizado nesta quinta-feira (05/04), iremos reunir os dados coletados, e iniciar a geração de hipóteses de produtos. E poderá ser assistido por  Aqui a partir das 12h.  Se você não participou do primeiro encontro, não tem problema, pode fazer o experimento, e coletar informações sobre como as pessoas comem pizza. Para isso, basta ter uma câmera de vídeo e entrevistar pessoas ao seu redor, já que comer pizza é um hábito tão popular.

* Sobre a pesquisa etnográfica

Ela é proveniente da antropologia e, atualmente, é utilizada por equipes de design para fazer uma imersão no mundo dos usuários e detectar demandas. Muitas vezes, este tipo de estudo é deixado de lado por não entregar dados quantitativos, e por existir uma angústia grande em desenvolver e programar rapidamente, porém, muitas vezes, vale mais a pena descobrir a demanda real dos usuários, e desenvolver um Minimal Valuable Product (M.V.P), que entrega mais valor, ao invés de gastar horas, desenvolvendo em vão. Em muitos casos, as equipes de desenvolvimento trabalham muitas horas programando um leque gigantesco de funcionalidades que não foram testadas para a real necessidade e aceitação.