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May 14

Humor: Conheça a metodologia GoHorse!

Creative Process

Há três formas de se resolver um problema: a correta, a errada e a GoHorse, que é igual à errada, só que mais rápida. Apesar de todas as linguagens de programação possuírem metodologias e processos que fazem delas ótimas aliadas na construção de novas ferramentas, ainda há uma grande parcela de desenvolvedores que teimam em ignorá-las e criam seus códigos da maneira que mais lhe convém. Essa falta de metodologia é que originou a criação da metodologia GoHorse que reúne em alguns axiomas o que há de pior em se tratando de desenvolvimento web.

Ignorar prazos, ignorar os clientes, ignorar o código. Para cada problema resolvido, criam-se outros sete e assim sucessivamente. Ainda que seja uma piada, a GoHorse exemplifica muito da realidade de inúmeras fábricas de software. Nelas, programadores são incentivados a serem autênticos, não respeitando padrões de código e compilando qualquer coisa que esteja funcionando. Isso significa que códigos monstros são gerados, que apenas farão encarecer a manutenção e tornar a aplicação lenta e insegura.

GoHorse também serve para nomear aqueles programadores que não testam seu código e muito menos procuram corrigir falhas, desde que essas não seja visíveis. Em geral, aplicações que começaram a ser escritas por GoHorse não podem ser refeitas, já que o acúmulo de lixo no código é tão grande que tornaria essa tarefa impossível. Dessa forma, GoHorse evita a todo custo que qualquer tipo de ordem seja implementada. Ou seja, GoHorse é completamente anárquica.

A não utilização de processos

A metodologia GoHorse incentiva que os processos sejam abandonas em prol da rapidez, mesmo que isso signifique não apenas um código ruim, mas a criação de mais problemas no futuro. Desde que esses problemas façam parte do próximo time de desenvolvedores, então não há problema.

Mas GoHorse não impacta negativamente apenas o código, mas a empresa como um todo. Não há comprometimento com prazos, a qualidade é relativa e o custo sempre irá extrapolar o planejado entregando menos funcionalidades. Isso significa que, aos poucos, a metodologia GoHorse também destruirá a reputação da empresa.

Pior que tudo isso, GoHorse incentiva que os programadores “abandonem o barco” sempre que algo sair do controle, como um código que não funciona mais ou então um cliente reclamando. Inclusive, se um membro da equipe sair, é muito provável que o projeto acabe, já que ninguém mais será capaz de continuar o mesmo código.

Como evitar a GoHorse

Evitar a GoHorse deve ser um cuidado que todo gestor de projetos deve tomar. Para isso é fundamental que ele conheça um pouco de tecnologia e tenha no seu time pessoas de confiança e comprometidas com o resultado.

Não é incomum ver projetos inteiros sucumbindo por falta de liderança e programadores preguiçosos. Dessa forma, crie uma metodologia de gestão de projetos capaz de evitar a falta de testes e a criação de código ruim. Mais do que isso, incentive o cumprimento de prazos e mantenha sempre todos engajados em torno dos objetivos da empresa.

Aos poucos você irá perceber que seu próprio time irá se rebelar contra praticantes de GoHorse fazendo com que o nível que qualidade do todo seja elevado.

E você, já praticou GoHorse? Conte-nos nos comentários abaixo o que você faz para se manter longe dessa “metodologia”.


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