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07
Feb 14

Como se fazem testes de usabilidade?

usabilidade

A criação de um novo software ou sistema web envolve uma série de ações desde o planejamento até o produto estar no mercado. São diferentes profissionais e estágios de desenvolvimento para que o sistema final tenha todos os recursos programados e disponíveis aos usuários.

Um dos estágios mais importantes do desenvolvimento são os testes de usabilidade. São eles que determinam quão simples é o software e como seus usuários farão uso da ferramenta. Em geral, os testes de usabilidade podem ser feitos no início do desenvolvimento, quando as telas começam a ser criadas, e no final, já com a versão pronta da ferramenta.

Para avaliar a usabilidade de um sistema é comum que se use uma metodologia de avaliação heurística, criada por Nielsen e Molich em 1994, onde são abordadas dez questões principais:

  • visibilidade do status do sistema;

  • compatibilidade entre o sistema e o mundo real;

  • controle e liberdade para o usuário;

  • consistência e padrões;

  • prevenção de erros;

  • reconhecimento em lugar de lembrança;

  • flexibilidade e eficiência de uso;

  • projeto e estética;

  • diagnóstico e recuperação de erros;

  • ajuda e documentação.

Vamos entender melhor como funcionam esses critérios nos testes de usabilidade.

 

Visibilidade, compatibilidade e controle.

Nos sistemas baseados em web é mais incomum a realização de testes de status do sistema. Contudo, é necessário que o usuário saiba identificar quando o software não está on-line para que informações não sejam perdidas. Da mesma forma, é importante que a ferramenta cumpra o papel de ser compatível com o mundo real, principalmente a realidade do usuário, e que ofereça controle total sobre os seus recursos.

Assim, esse tipo de teste costuma simular os mais simples movimentos de um usuário no sistema, tentando identificar pontos de confusão ou erros de uso frequentes. Se muitos usuários estiverem cometendo o mesmo erro é muito provável que o problema seja a ferramenta.

 

Reconhecimento, flexibilidade e estética.

Quando utilizamos uma ferramenta é comum que seus principais recursos sejam reconhecidos pelo nosso cérebro, sem que haja necessidade de pensarmos sobre eles. Essa é a diferença entre reconhecer um recurso ou lembrar dele. Bons softwares não forçam o usuário a pensar sobre cada clique antes de fazê-lo. Eles possuem bom reconhecimento, tornando-se mais ágeis e práticos.

A flexibilidade de um software e sua estética estão intimamente ligadas à facilidade de uso do mesmo. Em geral, usuários não devem ter dificuldade para fazer ações mais básicas na primeira vez que utilizam seu software. Identificar isso é um bom teste sobre a usabilidade da ferramenta.

 

Diagnóstico de erros, ajuda e documentação.

Boa parte da usabilidade de um software está na capacidade de diagnosticar erros e fornecer ajuda para o usuário. Assim, é fundamental que novas ferramentas consigam oferecer meios para resolução de problemas. Isso apenas é alcançado quando um software possui uma vasta documentação ou mesmo suporte on-line.

A maneira ideal de testar essa característica é criar erros e fazer com que os usuários tentem resolvê-los sozinhos. Com isso, é possível identificar a facilidade com que o software permite o diagnóstico, a análise e a correção de erros. Isso facilita e incrementa a experiência de uso de cada usuário.

Alguma dúvida? Aproveite os comentários abaixo para entrar em contato.


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